Quando somos jovens, costumamos imaginar que seremos pessoas importantes no futuro. Naquele momento, nosso conceito de “importância” está associado à conquista do diploma, ao sucesso na carreira, ao poder, ao status, à admiração, ao prestígio e ao dinheiro. Com o tempo, algumas dessas expectativas não se concretizam, e buscamos outras formas de nos sentirmos relevantes. Procuramos manter a chama acesa até o último suspiro.
Mas afinal, o que significa ser importante? Ou melhor: importante para quê? E, sobretudo, importante para quem?
Existem muitas maneiras de se tornar “importante”: ter filhos, ser um bom pai, marido, filho, amigo, profissional... Qual delas é a mais significativa? Depende das escolhas de cada um. Cada pessoa estabelece sua própria escala de valores, que é sempre pessoal e passageira.
Depois da família, talvez o “ideal” seja encontrar equilíbrio entre as ambições, mas o critério é individual. A mídia e a sociedade, no entanto, bombardeiam constantemente uma ideia de sucesso distorcida e perigosa, que altera os valores do que realmente importa e aponta quase sempre em uma única direção.
Não pretendo dar conselhos, até porque não quero assumir o papel de ancião “cheio de sabedoria”. Primeiro porque não sou bom nisso. Depois, porque se tivesse seguido todos os conselhos que já ouvi ou li, seria um sujeito perfeito — e sabemos que a perfeição só existe no mundo das ideias. Além disso, falar e escrever é sempre mais fácil do que viver.
Algumas coisas têm grande importância para certas pessoas e nenhuma para outras. Isso reforça a ideia de que a importância é relativa. Viver é muito mais complexo do que seguir receitas prontas.