Você já ouviu a frase: “Fazer o bem sem olhar a quem”? Tenho certeza que sim.
Ontem, uma pessoa próxima — chamarei de Angelino — viveu uma experiência que ilustra bem essa máxima.
Voltava para casa dirigindo quando, de repente, um carro à sua frente atropelou um cachorro e seguiu sem prestar socorro. Angelino percebeu que o motorista havia notado o acidente, pois desviou bruscamente o volante após a batida.
Imediatamente, Angelino parou, desceu e puxou o animal para a calçada. Ao acariciar sua cabeça, notou a coleira de couro com o nome Brutus e um número de telefone gravado. Tentou ligar várias vezes, mas ninguém atendeu.
Sem desistir, buscou o contato da ONG SAPA (Sociedade Ambientalista Protetora dos Animais), em Araras. Vinte minutos depois, o socorro chegou, prestou os primeiros cuidados e levou o cachorro para tratamento. Angelino voltou para casa preocupado, mas com a consciência tranquila por ter feito o que era certo.
À noite, já de pijama e prestes a dormir, o telefone tocou. Eram 22h. Do outro lado, uma voz grave disparou:
— ALÔ! QUEM ESTÁ FALANDO?
— Aqui é Angelino, pois não?
— Fiquei sabendo que você atropelou o meu cachorro, seu safado!
Angelino tentou explicar que não havia atropelado, mas sim socorrido o animal. O homem não quis ouvir. Disse que a SAPA havia passado seu telefone, que tinha testemunhas e que no dia seguinte iria à sua casa cobrar as despesas.
O telefone foi desligado com violência. Do outro lado, Angelino permaneceu deitado, olhos arregalados no teto, sem conseguir dormir.

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