Finalmente retomei a leitura de Nietzsche. Há algum tempo seus livros repousavam na estante. A primeira constatação é que essa leitura não avança como as demais: certos conceitos precisam ser ruminados, exigem calma e interpretação antes de se virar a página.
Minha primeira tentativa ocorreu no ano passado, com Assim falou Zaratustra. Comecei pelo mais difícil e, ao chegar à metade, percebi que não estava absorvendo. Faltava-me uma base intelectual para compreender seu pensamento. Abandonei a obra, consciente de que seria preciso preparar-me melhor e retornar no tempo certo.
Gosto de filosofia, e Nietzsche sempre me apontou uma direção compatível com meus próprios questionamentos. Descobri que não se lê Nietzsche: aprende-se com ele. Sua leitura requer paciência e fundamentos prévios. Para isso, recorri a literaturas de apoio e a vídeos que me ajudaram a compreender o alemão.
Outro ponto essencial é a escolha do tradutor e da editora. As melhores edições são da Companhia das Letras, traduzidas por Paulo César de Souza, que recebeu dois prêmios Jabuti por seu trabalho com Nietzsche.
Hoje não vou registrar o que estou aprendendo. Isso virá aos poucos, sem pressa. Apenas adianto: estou diante de uma preciosidade que me faz pensar.

Nossa você tem vários, que coleção linda :D
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