17/01/2015

O que você faria?




Olá pessoal, estou de volta depois de duas semanas ausente do Blog. Só para constar, eu não estava de férias, apenas dei um tempinho para descansar do mundo virtual. Nesse início de ano, apenas minha família esteve férias.

Recomeço colocando uma questão para pensar. 

Certa vez, li num livro de filosofia de Nigel Warburton uma estória muito interessante que nunca mais esqueci.

Recentemente numa conversa no intervalo do almoço entre amigos, relatei essa estória para saber deles que decisão tomariam frente a situação abaixo. 

Um dia você sai para passear e vê um trem desenfreado indo na direção de cinco trabalhadores. O maquinista está inconsciente, provavelmente por ter sofrido um infarto. 

Se nada for feito, todos morrerão. O trem passará por cima deles, pois está indo rápido demais e não haverá tempo de saírem do caminho. No entanto, há uma esperança. Há uma bifurcação nos trilhos pouco antes de onde os cinco homens, e na outra linha há apenas um trabalhador. Você está bem perto da chave que muda de direção a mate apenas uma trabalhador em vez de cinco. Matar esse homem inocente é a coisa certa a fazer? Em termos de quantidade, claramente é: você salva cinco pessoas e mata apenas uma. Isso maximizaria a felicidade. Para a maioria das pessoas, essa é a coisa certa a fazer. Na vida real, seria muito difícil virar a chave e ver uma pessoas morrer como resultado, mas seria ainda pior não fazer nada e ver nada menos que cinco pessoas serem mortas.

Essa é uma versão de um experimento mental originalmente criado pela filósofa britânica Philipa Foot (1920-2010). Ela estava interessada em saber por que salvar cinco pessoas nos trilhos era aceitável e por que, em outros casos, sacrificar uma pessoa para salvar muitas não era aceitável.

Agora imagine uma pessoas saudável entrando na ala de um hospital. Lá dentro há cinco pessoas que precisam desesperadamente de vários órgãos. Se uma delas não receber um transplante de coração, certamente morrerá. A outra precisa de um fígado, outra de um rim e assim por diante. Seria aceitável matar o paciente saudável e fatiar o corpo dele para fornecer os órgãos para os pacientes? Dificilmente. Ninguém acredita que seria aceitável matar a pessoa saudável, tirar o coração, os pulmões, o fígado, os rins e implantá-los nas outras cinco. No entanto, esse é um caso de sacrificar um para salvar cinco.

Qual a diferença desse caso para o exemplo do trem?

Algumas pessoas diriam que você jamais deveria virar a chave nesse exemplo porque seria o mesmo que "brincar de Deus": decidir quem morre e quem deve viver. A maioria das pessoas, no entanto, acha que você deveria sim virar a chave.

Agora vou embarcar nesse raciocínio e incrementar mais uma situação para você pensar no primeira caso dos trilhos do trem. E se aquele único trabalhador fosse o seu filho, você mudaria a chave para matar as outras cinco pessoas ou ficaria de braços cruzados?


Deixo essas questões para você pensar.


Meus amigos me disseram que deixariam para Deus resolver e você também não faria "nada"?



Elaborado por Alex Gil Rodrigues em 17/01/2015.

03/01/2015

Deixai toda esperança, ó vós que entrais!



Olá visitante do Blog Banal, você já ouviu falar de Dante Alighieri?

Nunca? Sem problemas, pode ser que esse tipo de assunto não seja interessante para você. Existem muitas coisas que também não tenho interesse.

Só por curiosidade, você seria capaz de arriscar um palpite sobre quem foi essa pessoa?

Seria o nome de um esportista, ator de Hollywood, cantor de funk ostentação ou o novo namorado da Bruna Marquezine?

Estou fazendo essa brincadeira boba aqui no Blog Banal apenas para provocar.

No meio em que vivo Dante é menos conhecido do que Neymar, aquele jogador de futebol (nem precisava falar que ele joga futebol certo?) ou aquela "americana" Gisele Bündchen (Tive até que pesquisar no Google como se escreve o nome correto dessa “famosa”, sem me esquecer de colocar o trema em cima da letra “u”). :)

Hoje em dia, quase ninguém se interessa por isso.

Bem, chega de suspense. Dante para quem não sabe, viveu na Idade Média e foi escritor, poeta, político italiano e escreveu “A Divina Comédia” entre 1304 a 1321 (estimativa). Há muito tempo não é mesmo?

Mas porque estou perguntando isso já que ninguém possui interesse nesse assunto?

A explicação é simples. Aqui no Blog Banal o seu autor exercita sua liberdade negada em alguns campos da vida para escrever o que sentir vontade, mesmo que não seja interesse de ninguém. :)

Conheci apenas uma pessoa em vida (claro que é em vida, não morri!!!) que conhece autores relacionados aos clássicos da literatura. É o meu amigo Luis Vallejo, professor aposentado e autodidata que mora em Barra Mansa/RJ. Trata-se de uma pessoa com a inteligência acima da média, “expert” em muitas áreas do conhecimento humano e amante de músicas clássicas.

Segue o seu Blog:
http://cloneclock.blogspot.com.br/

A propósito, tenho muita admiração por ele ser culto, atencioso e culpado, ou melhor, responsável pelo meu ingresso ao mundo da literatura. Pelas suas mãos recebi o primeiro livro emprestado e não parei mais. 

Tenho que revelar uma pequena curiosidade. A primeira vez que entrei em sua residência, fiquei encantado com sua coleção de livros. Aquilo para mim era uma cena que eu não estava acostumado. Cada parede de seu escritório era ocupada com estantes lotadas de livros (ainda é) e a sala de estar também possuía outra parede com uma estante abarrotada de livros. Aquela atmosfera de conhecimento me despertou uma vontade até então adormecida.

Fui criado numa casa com poucos recursos e os proventos eram direcionados apenas para as necessidades básicas. Os livros da casa eram apenas a bíblia aberta no Salmo 91, que ninguém lia, uma pequena enciclopédia médica e uma coleção de seis livros do ensino médio com a capa dura já que não tínhamos condição financeira de possuir uma Barsa (Acho que os jovens nem sabem o que significa este termo obsoleto chamado Barsa). Se tiverem interesse, clique no Google! :)

Mas voltando ao assunto inicial, porque estou escrevendo sobre Dante? Ah! É que me lembrei, que sempre tive vontade de ler sua obra e mas nunca conseguia porque, não gosto muito de poesias. Acho os versos cansativos e prefiro algo escrito em prosa.

Porém para a minha sorte, no dia 31/12/2014 eu estava na rodoviária de Araras/SP, esperando o ônibus com destino à Campinas, para pegar a viação Cometa e ir à Barra Mansa/RJ passar o ano novo com a família quando resolvi entrar no “Sebo do Neu.




Após garimpar os livros usados (claro é um Sebo), encontrei a “Divina Comédia” de Dante Alighieri adaptada em prosa por apenas R$ 4,00. Uma bagatela! Mais barato do que um hambúrguer de péssima qualidade servido num trailer de lanches existente perto das Casas Bahia da cidade onde moro (mas isso é outro assunto)!

Consegui lê-lo inteiro antes de descer em Barra Mansa. Foram 450 Km com o corpo no ano 2014 e a mente na Idade Média. Uma viagem de 694 anos sentado na confortável poltrona reclinada e com ar condicionado do ônibus Cometa. Quer viagem melhor do que essa?
Não se preocupe se você nunca ouviu falar de Dante. Para a vida prática ele não fez nada de “importante”. Aliás, hoje em dia quase ninguém se interessa por essas coisas. O “importante” em nossa cultura atualmente é ser rico, famoso ou bonito. Essa é a medida de sucesso vigente.

Ter cultura hoje em dia não é o desejo ou prioridade na vida das pessoas.  

Você pode até retrucar: Ah, mas isso é cultura inútil!

Eu te respondo: Ok, você está “serto”, siga o seu caminho, “fassa” mais tatuagens em seu corpo, vá ouvir seu funk e me “deicha” no meu canto.:)

Brincadeira gente, não precisamos ser 8 ou 80. É que aqui no Blog Banal sou um pouco mais ácido e irônico do que o habitual.

Bem, Dante Alighieri foi um sujeito erudito e narigudo que nasceu em Florença em 1265, há 750 anos e foi considerado o “Poeta Máximo” da língua italiana.

A divina comédia é a sua obra-prima e foi escrita entre 1310 a 1321 onde descreve uma visão durante o qual o próprio Dante visita o Inferno, o Purgatório e o Paraíso, servindo-lhe de guia Virgílio, um dos mais célebres poetas da Antiguidade latina. Virgílio o acompanha no Inferno e no Purgatório. Ao entrar no Paraíso, Dante é conduzido por sua amada Beatrice.

Em A Divina Comédia, Dante estabelece uma hierarquia dos pecados e dos castigos, de acordo com a Igreja de seu tempo (será que a igreja mudou atualmente?).

Imagine esse impacto na mente medieval, detalhando com riqueza a alegoria do Inferno como se o autor estivesse mesmo conhecido cada pedacinho! Se hoje, passados 694 anos ainda conheço pessoas consideradas "modernas" que acreditando no Inferno, como seria naquela época onde as pessoas eram bem ignorantes hein? (eu disse eram?). :)


                                                              

Elaborado por Alex Gil Rodrigues em 03/01/2015.

01/01/2015

O que é "sucesso" para você?




Terminei o ano de 2014 com a leitura de um livro chamado “A TERCEIRA MEDIDA DO SUCESSO“ de Arianna Huffington.


O título me pareceu chato, mas após lê-lo, me enganei. O primeiro capítulo: "Bem-estar" já vale o livro inteiro e confesso que os outros capítulos não me conquistaram, mas isso não tira o mérito desse livro. 

Você pode até torcer o nariz por esse tipo de livro por puro preconceito, mas leia primeiro antes de concluir. Eu também tinha essa barreira por determinados livros e hoje prefiro colocar o dedo dentro da lata, cheirar e só depois constatar que era estrume mesmo! :) (Caso não tenha entendido essa frase, outro dia conto a origem dessa colocação).

Encontrei esse livro casualmente na Livraria Eureka de Araras e ao folheá-lo não resisti. Eu estava precisando desse tipo de leitura nesse momento de encerramento do ano para reavaliar algumas coisas da minha vida e mudar o rumo para ter mais qualidade, antes que eu morra!

Comprei e o li em 4 dias. Gostei tanto que comprei mais um e presenteei um amigo.

Essa leitura estimula refletirmos sobre as escolhas que fazemos na vida.

Temos aproximadamente 30 mil dias para viver sendo otimista com nossa expectativa de vida.

A maneira como vamos jogar o jogo da vida será determinada por aquilo que valorizamos. Se venerarmos o dinheiro, nunca nos sentiremos realizados de verdade. Se venerarmos poder, reconhecimento e fama, jamais acharemos que temos o suficiente. E se vivermos a vida numa correria frenética, tentando encontrar e economizar tempo, acabaremos exaustos e estressados.

A nossa sociedade nos incentiva a ganhar mais dinheiro e a subir cada vez mais alto na escada do sucesso, mas ela quase não nos estimula a permanecer conectados com nossa essência, a cuidar de nós mesmos, a nos aproximar dos outros, a recuperar a nossa capacidade de admiração, etc. 

A autora é uma mulher muito bem sucedida na carreira e inicia o livro dando seu próprio testemunho de vida. Ela conta que numa manhã de Abril de 2007, jazia no chão do escritório, deitada numa poça de sangue e que ao cair, bateu com a cabeça na quina da escrivaninha, cortando o olho e fraturando o osso da maçã do rosto.

Depois desse colapso, consultou vários médicos, fez vários exames para descobrir o motivo de seu esgotamento físico e depois disso refletir e formular uma série de perguntas sobre o tipo de vida que estava levando, trabalhando 18 horas por dia, mesmo tendo sido apontada pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.

A partir desse momento ela se questionou sobre o que é sucesso, se essa era a vida que ela queria. De acordo com os indicadores tradicionais de sucesso, que prioriza dinheiro e poder, ela era bem-sucedida. Mas segundo, qualquer definição lúcida de sucesso, a sua vida era um caos e não dava para continuar daquele jeito. Aquele colapso significou o sinal de alerta.

A cultura ocidental do trabalho é movida a estresse, privação de sono e esgotamento. O estresse destrói a saúde, enquanto a privação do sono – que muitos de nós experimentamos ao tentar progredir no trabalho – afeta profundamente a criatividade, a produtividade e a capacidade de tomar decisões, além, é claro dos erros ocorrerem com mais frequência.

Quando incluímos o bem-estar na definição do sucesso, outra coisa muda: nosso relacionamento com o tempo. Parece que nunca temos hora o bastante para tudo o que queremos ou precisamos fazer. 

Cada vez que consultamos o relógio, temos a impressão de que é mais tarde do que pensávamos.
Não vou escrever mais sobre o livro porque vai ficar muito longo esse texto e gostaria apenas de indicá-lo, afinal aqui no Blog Banal, livros é um assunto muito bem-vindo.

Boa leitura a quem se interessar pelo tema.


Elaborado por Alex Gil Rodrigues em 01/01/2015.


23/12/2014

Testemunha de um crime

De tempos em tempos ouvimos casos de pessoas que ficaram encarceradas a vida inteira até envelhecer e que depois de muitos anos, após a reabertura do processo descobriu-se que a pessoa foi condenada injustamente. 

Mês passado, um cidadão americano de 57 anos de idade condenado à morte, foi libertado após passar 39 anos na prisão, após ter sido julgado por uma assassinato baseado no testemunho de uma criança de 12 anos.


http://oglobo.globo.com/mundo/condenado-morte-nos-eua-declarado-inocente-libertado-apos-39-anos-na-prisao-14627537


Estou escrevendo isso para relatar um evento que ocorreu neste domingo em meu bairro e me fez pensar como uma sucessão de eventos e interpretações equivocadas podem condenar uma pessoa injustamente.

Em frente à minha casa existe um terreno sem construção entre duas casas.

Eram 16:00 h de um domingo sem sol e a minha filha de oito anos estava dentro de nossa residência, mexendo em seu notebook. Quando ela olhou pela janela da sala, que fica atrás do sofá, avistou uma pessoa pulando o muro de uma casa que fica do outro lado da rua.

Ela veio até a mim e falou que viu uma pessoa pulando o muro dessa casa e imediatamente fui para a nossa varanda apurar o que estava acontecendo.

Acompanhe a cronologia dos eventos:

Às 15:00 h, antes dessa pessoa pular o muro da residência, uma outra pessoa invadiu a casa roubou e assassinou o casal que ali residem.

Às 16:00 h, minha filha veio me avisar que viu uma pessoa pular o muro daquela casa. Quando cheguei à varanda, vi  um homem negro, saindo de trás do muro (na lateral dessa casa possui um "dente" em sua construção que permite uma pessoa se esconder). Nesse momento deduzi que esse homem pulou o muro da casa.

Liguei para a polícia e avisei que havia um homem suspeito na casa de meu vizinho e descrevi suas características físicas. Detalhe: Eu não o vi pular, quem viu foi a minha filha.

A polícia chegou rapidamente, percebeu a porta arrombada, entrou na casa e constatou a morte dos donos da casa. Imediatamente a polícia repassou as características para outros policiais sobre o assassinato e realizaram uma caçada ao suposto criminoso nas proximidades do bairro.

A polícia faz um bom trabalho e prendeu o suspeito rapidamente.

Fui chamado para reconhecer o sujeito. Realmente era a pessoa que saiu de trás do muro quando avistei-o. Diante dessas provas, ele foi preso, julgado sem um bom advogado e condenado a 30 anos de cadeia.

Bem, esse foi o desenvolvimento da história que poderia ter acontecido mas agora vou descrever o que realmente ocorreu: 

Nesta tarde de domingo, um rapaz foi buscar uma pipa (papagaio) que caiu nessa casa e subiu no muro para resgatá-la. Nesse momento, minha filha o viu e veio me contar. Na realidade ele pegou a pipa rapidamente e foi embora correndo enquanto a minha filha saiu da janela e veio me avisar. 

Quando cheguei até a janela, de fato havia um homem negro urinando na lateral da casa.

O casal que mora na casa "invadida" foi assassinado por outra pessoa antes desse homem chegar para urinar e foi embora sem ninguém ver.

Dessa forma o sincronismo entre os eventos incriminaram uma pessoa que não tinha nada a ver com a história, Apenas estava na hora e local errado depois de um crime.

Bem, se você pensa que essa é a versão final da estória, mais uma vez eu omiti alguns dados e para que não reste nenhuma dúvida vou contar o restante e esclarecer alguns pontos importantes.

Na realidade não houve nenhum assassinato perto da minha casa e a verdade desse relato foi a a minha filha ter visto um rapaz apanhando uma pipa no muro da casa e eu constatar um homem saindo detrás deste muro após urinar (brincadeira, essa parte também foi criada na mente apenas para dar mais realismo à estória) .:)

E para que não fique mesmo nenhum ponto de interrogação em sua cabeça, o casal de vizinhos mencionados nessa minha estória na realidade encontra-se gozando férias no Guarujá e nem imagina que o autor do blog Banal teve essa ideia maluca os inserindo num suspense regado com assassinatos e julgamentos equivocados para se distrair enquanto o sono não vem. :)

Viu como é fácil incriminar uma pessoa injustamente?

Ainda bem que tudo isso é quase tudo mentira ou só literatura.


Elucubrações criadas pelo autor do Blog Banal que atende pelo nome de Alex Gil Rodrigues neste dia 23/12/2014.


Boa noite!


21/12/2014

Otimismo





Publicado por Alex Gil Rodrigues (Se sentindo tão otimista como o elefante em 21/12/2014). :)

14/12/2014

Diferença entre a teoria e prática



Algumas pessoas acreditam que após sentarem num banco universitário os tornam mais nobres do que outros. O tempo ensina que ninguém alcança o sucesso sem a colaboração de uma equipe. Ninguém consegue também se manter no topo por muito tempo sem uma base motivada, competente e experiente.

Aproveitando esse contexto, cito uma frase que achei interessante do filme Matrix:


"Cedo ou tarde você descobrirá a diferença entre saber o caminho e percorrer o caminho"




Elaborado por Alex Gil Rodrigues em 14/12/2014

O que você quer ser quando crescer?








Publicado por Alex Gil Rodrigues em 14/12/2014

13/12/2014

Feliz Ano Novo?



Que ano difícil!
Aliás, não existem mais anos fáceis!

A água está acabando e os "anos fáceis" também.
Por falar nisso, aqui em Araras a partir de hoje 13/12/2014 teremos interrupção do fornecimento da água por 36 horas enquanto a crise da água persistir. Até ontem a interrupção era de 12 horas. Se a água acabar teremos que voltar para Barra Mansa!

Quase chegando os últimos dias de 2014 e a gente novamente desejando felicidade para o próximo ano feito um papagaio que envelhece e já nem presta atenção no que repete.
A vida está tão rápida que ainda faltam 18 dias e já estou escrevendo sobre isso!

Ah! Antes que eu esqueça, se você é um leitor sensível, que não suporta ironias e adora um conto de fadas não prossiga nessa leitura. Aqui abundam banalidades e erros de português. :)

O ano de 2014 ficará marcado pela gangorra de sentimentos: Gratidão, dureza das palavras, ambiguidades, descontrole emocional, muitíssimo trabalho, mudanças de rotas, alegrias, tristezas, rupturas, aborrecimentos, despedidas, etc.

Como dizia o velho Chico: Mesmo com toda lama, com todo problema, a gente vai levando, a gente vai levando...

Vivi num lugar onde se desejava fortuna e as pessoas usavam camisas brancas no final do ano escrito "sucesso" em letras prateadas, como se isso tivesse algum efeito.:)
Usar camisa branca nessa época é muito bom... Bom para quem? Para o comércio, lógico!

Desejos não significam realizações e usar amuletos, pular ondas ou vestir-se de branco não serve para nada. 
Hoje até desconfio que desejar sucesso dá azar.:)
Bobagem, isso é só uma ironia do blog Banal.
Prefiro ironias do que hipocrisias. 
A cada problema resolvido mais dez aguardando solução.
Viramos uma máquina infeliz de resolver problemas.

Será que a morte é a solução para TODOS os problemas?
Por mais estranha que pareça essa ideia, já estou quase acreditando, afinal quem morre não sofre mais.
É o retorno eterno ao estado de equilíbrio total.
Se essa ideia for verdade, a vida é um estado de desequilíbrio.

Ano novo vida nova?
Que nada!
A vida é a mesma.
Os problemas é que serão novos.

Estou pessimista?

Não se preocupe com isso, minha opinião não tem muito valor.
Valor mesmo tem uma nota de R$ 100,00.
Se colocarmos 200 gramas de merda numa linda embalagem de presente com laços vermelhos, a merda continua sendo merda.

Ano novo, ferida nova, dor de cabeça velha, enxaqueca amiga, stress, labirintite, nervos à flor da pele, cansaço, correria, pressão, pressão, pressão!

Pare o mundo que eu quero descer!!! Ou subir, ou deixar de existir, sei lá, qualquer coisa diferente do que já conheço! :)

Pessimista? Que nada! Apenas mais uma dose da mesma bebida amarga que temos que tomar até o fim.:)

Feliz ano novo? 

- Não sei.

Só sei que não vou desejar Feliz Ano Novo dessa vez pois já estou acreditando que desejar felicidade não significa nada! 

Então esse ano vou desejar algo diferente. Quem sabe o problema está no "desejo"! :)

Em 2015 só me resta desejar o seguinte kit sobrevivência ( é ironia hein gente! )::)

- Maior controle emocional de todos que convivo para suportar melhor os tiros da vida,
- Um analgésico poderoso para minimizar as dores de cabeça,
- Um Prozac no café da manhã para enfrentar a guerra diária,
- Algumas gotas de Rivotril à noite para esquecer da luta e adormecer,
 - Muita água nas represas e rios...:)



Elaborado por Alex Gil Rodrigues em 13/12/2014 antes de fechar o ano e relembrando que em 2014 meu candidato a presidente da república das bananas não ganhou, meu time foi rebaixado (se bem que isso não tem importância) e Jesus não voltou.:)

Termino esse ano com o sentimento de um soldado que lutou com toda a sua energia e contribuiu para a batalha ser vencida! E mesmo tendo ganho uma medalha pela bravura e acertado muitos tiros decisivos, voltou para a casa com um tiro psicológico... 

Exageros à parte é claro que nem tudo foi ruim. De positivo foi a união e saúde da família, reconhecimento profissional, manutenção do emprego e ainda estar vivo!

Vamos em frente! Nova batalha se inicia e não há tempo para ficar lambendo as feridas.

04/12/2014

Sonho nonsense



Todos nós sonhamos e isso é um fato indiscutível! 
Algumas pessoas acreditam que determinadas mensagens são reveladas através dos sonhos...agora isso já é discutível!
Eu não acredito nisso. Freud foi um dos pesquisadores a respeito dos sonhos e criou algumas teorias. Ele dizia que quando a pessoa dorme sua mente subconsciente desperta e quando a mente acorda a subconsciente adormece. Loucura isso não! Dizia também que durante o sonho os nossos desejos frustados, emoções, pensamentos que não foram liberados durante o dia são libertados por nossa mente inconsciente. Nesse ponto até faz sentido, mas também não dá para provar.

Existem muitas histórias dos povos antigos e inclusive na bíblia sobre avisos dados através de sonhos.
Confesso que nunca acreditei em sonhos, cobras que falam e muito menos cavalos que voam.

Percebo que quando existe a coincidência de algum evento com o sonho, a pessoa costuma associá-lo como se fosse um aviso "misterioso". Porém, quando não há nenhuma correlação, o silêncio predomina e não se fala mais nisso!

A associação normalmente é tendenciosa, desonesta e seletiva.

Às vezes sonhamos coisas tão absurdas que nem vale a pena contar para ninguém e muito menos para a nossa mulher.

Existem sonhos tão bons que quando acordamos sentimos vontade dele ser verdade e outros tão indesejados que nos sentimos aliviados por ter sido apenas um sonho!

Hoje, vou bancar o cara de pau e registrar um sonho que tive esta semana onde não existe nenhuma conexão com a realidade e nem merece atenção. Acho que nem deveria contar para ninguém de tão banal que é, mas quando me lembrei disso eu pensei, já que é banal, tenho um Blog Banal e gosto de escrever, vou inovar e registrar esse sonho aqui nesse ambiente virtual. Por quê? Por nada, estou sem assunto hoje.

Se algum leitor tiver o "dom" de interpretar fique a vontade, mas já antecipo que não acredito nessa coisa de sonho, premonição e outros dons que o ser humano inventa para chamar a atenção ou controlar aqueles que adoram acreditar em qualquer coisa fantástica.

Agora um comentário ácido para não perder o costume: Existem pessoas que interpretam sonhos tão bem e não sabem interpretar um simples texto.

Bem, vamos direto ao sonho que o tempo urge. Sonhei que o Coimbra, um antigo colega de fábrica em Barra Mansa, possuía uma academia de ginástica e em frente a essa academia existia um ponto de ônibus e logo atrás, uma fábrica de velas de cera. Na porta dessa fábrica existia um homem de óculos sentado na calçada. Ele usava uma camisa branca escrito "sucesso" e num primeiro momento não o reconheci. Quando ele levantou a cabeça, vi que era o Lauro, outro colega de Barra Mansa. Ele segurava um volante da mega-sena. Conversei com ele e perguntei o que ele fazia naquele local. Ele me disse que estava selecionando idosos para trabalhar naquela fábrica. Era uma indústria de velas e seriam contratados 80 idosos para a trabalhar na produção. Despedi-me do Lauro, desejei sucesso na contratação e atravessei a rua para falar com o Coimbra que estava do outro lado da calçada. Disse a ele que queria fazer aula de natação, porém ele explicou que as aulas eram realizadas no Rio Paraíba ao invés da piscina. Para quem não é da região, esse rio divide a cidade de Barra Mansa ao meio. Deixei 2 cheques com o Coimbra para pagar a mensalidade da academia e fui até a margem conhecer melhor o local onde aconteceria a aula. Após ver a sujeira acumulada e a falta de segurança do local, desisti da aula e comecei a procurar o Coimbra para pegar os cheques de volta. O Coimbra desapareceu e eu não o encontrava em lugar nenhum.. Passei o sonho inteiro procurando... Até que o meu celular tocou e o sonho acabou. Ainda bem! Já estava ficando agoniado e cansado de ficar procurando o Coimbra para resgatar os meus cheques. O toque do celular me libertou desse sonho sem sentido, sem nenhuma conexão com a realidade. Enfiei os meus pés nos chinelos Havaianas e fui tomar meu banho para mais um dia de trabalho!

Conseguiu entender a mensagem do sonho? Não? Se conseguiu interpretar me avise, mesmo que eu não acredite, pois posso me divertir. 





Elaborado pelo homem que sonha coisas sem sentido, escreve suas bobagens no Blog Banal e atende pelo nome de Alex Gil Rodrigues em 04/12/2014. 

01/12/2014

Espécie em extinção


01/12/1986 
01/12/2014



Hoje é um dia muito especial em minha vida!
Por quê? Já explico:

São 28 anos que trabalho na mesma empresa + 1 ano e 8 meses no início de carreira como terceiro também na mesma empresa!

Total: 29 anos e 8 meses! 

Caso raro e em extinção!




Elaborado por Alex Gil Rodrigues em 01/12/2014, sem contar a carteira assinada dos 16 aos 19 anos, totalizando 32 anos de trabalho.

Almoço grátis? Esqueça!


Quando te oferecerem algo de graça, desconfie.

Você pagará de alguma forma. Pode ser através de dinheiro, obrigação oculta, dívida emocional ou até mesmo um favor.

Diante disso, o Blog Banal adverte: Não existe nada de graça! A conta sempre vem depois.

Estou escrevendo isso porque ontem, fomos ao Shopping Limeira após levar nosso filho para prestar vestibular Fuvest e aconteceu algo que rendeu um assunto para o Blog Banal.

O clima é de Natal e o Shopping estava insuportavelmente lotado. Exatamente do jeito que não gosto.

Paramos perto de um estúdio fotográfico montado no saguão e logo fomos abordados pela representante comercial do estúdio que sorridentemente nos perguntou:

 - Você gostaria de retirar uma fotografia de sua filha em nosso estúdio?

 - Não sei, depende, quanto custa? - Perguntei direto à moça.

 - Não custa nada! É de graça. - respondeu a moça.

 - Hum! Interessante! - Pensei.

 - Vocês levam uma foto e um balão sem pagar nada, de graça! - reforçou.

Eu olhei para a minha mulher e já estava achando o negócio interessante até que a moça completou:

 - Você só precisa deixar seu endereço e daqui 30 dias, nosso fotógrafo irá até a sua casa, sem compromisso para mostrar as outras fotos que retirarmos.

- Nesse momento! Bingoooo! A ficha caiu e descobrimos o ardil!

Minha mulher olhou para mim de maneira cúmplice, sorriu e falou:

- Vamos embora que já conheço essa história!

A estratégia é a seguinte: O fotógrafo tira várias poses de sua filha com roupas, fantasias, maquiagem, balangandãs, penduricalhos, editam as fotos e as colocam num álbum de boa qualidade para impressionar.

Chegando em sua casa na data marcada, o álbum é entregue à mãe, lógico, que é mais emotiva e que aos poucos você vai se envolvendo emocionalmente com cada fotografia...

Somente depois dela terminar de ver a última foto, o  preço salgado costuma ser revelado.

A mãe querendo ficar com o álbum, pergunta o custo e leva aquele susto:

 - Apenas R$ 800,00 senhora!

 - Quanto? - Pergunta a mãe sem acreditar!

- Somente R$ 800,00, não ficou lindo? - emenda o cafajeste.

Nesse momento ela fica com o coração partido e pensa em devolver o álbum... mas o coração fica apertado querendo ficar com aquelas fotos lindas.  

 - Um sonho não tem preço! - Apela o carniceiro profissional, usando as técnicas de venda aprendidas depois de ler livros de auto ajuda ou assistir aos programas da Xuxa. :)

Se ela consegue ser firme e entregar o álbum às mãos do vendedor, ele insiste em convencer emocionalmente e até reduz o preço para R$ 700,00, além de oferecer um parcelamento em 10 parcelas sem juros!!!

O custo ainda é muito alto e sua razão recusa pagar mas se a pessoa não for firme o suficiente, já era!

Esse pessoal joga pesado com a emoção da pessoa.

Para resolver essa arapuca emocional, nossa solução foi agradecer a "cortesia" da moça e irmos quase correndo ao Burger King para comer o nosso lanche e esquecer logo esse assunto!



Elaborado por Alex Gil Rodrigues em 01/12/2014