Tenho uma vida banal e, à noite, sonho. Humanos sonham.
Sonhei novamente que voava — um sonho impossível, mas de suavidade arrebatadora.
Recordo com prazer cada detalhe dessa aventura de olhos fechados e mente leve.
Tomava distância e corria como um velocista em direção ao nada.
Batendo os braços com força, para cima e para baixo, até que meus pés se desprendiam do chão e eu ganhava altura.
Suspenso no ar, corpo estendido, abria os braços suavemente e deslizava como um pássaro.
A gravidade deixava de existir; eu me estabilizava no ar e avançava sem obstáculos.
Voava seguindo o traçado das ruas e, do alto, observava as pessoas distantes.
Elas corriam e me acompanhavam com curiosidade.
A sensação era intensa, agradável, libertadora.
Não costumo atribuir significados especiais aos sonhos, mas talvez este revele um desejo inconsciente de liberdade, de escapar ao peso das preocupações e obrigações.
Não sei se há relação, mas admito que a hipótese faz algum sentido.
Assim encerro a minha bobagem de hoje.
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