A jornada se arrasta com a lentidão agonizante do ponteiro das horas. Tudo se revela numa repetição enfadonha, qual um roteiro teatral a quem foi subtraída a derradeira página.
A via pública, entregue a um silêncio desolador, jaz deserta. No recinto dos lares, cada alma se confronta com seu próprio tédio, seu próprio marasmo. É a narrativa que se obstina em repetir-se: o final de cada semana é aguardado numa expectativa infinita, apenas para ser consumido por esta monotonia sem fim.
O leito, este refúgio pernicioso, surge como um convite sedutor a que não se contemple o esvaecer do dia.
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