24/08/2016

Festa do Peão! Eu tive coragem de ir!



Semana retrasada fui, pela primeira vez, a uma Festa de Peão em Araras.

Os jovens devem achar que vivo em outro planeta por nunca ter ido, mas a verdade é simples: esse gênero musical não me agrada.

O evento acontece anualmente no Parque Ecológico. Moro na cidade há mais de sete anos e nunca tive curiosidade de conhecer. Mas, como meus parentes estavam em casa e queriam assistir ao show de uma dupla chamada Munhoz e Mariano, lá fomos nós. Pagamos R$40,00 por ingresso e ficamos na arquibancada.

Chegamos às 23h. Do lado de fora, carros disputavam estacionamentos de R$20 a R$30. Havia policiamento intenso e revistas corporais na entrada. Dentro, uma área ampla e iluminada vendia bebidas e lanches a preços salgados: caipirinhas entre R$20 e R$25, chopp a R$10 e cerveja Bavária a R$5.

Na arena, o som era ensurdecedor. Um locutor berrava com agressividade, narrando provas de cavalo e depois o rodeio com touros. Entendi que o competidor precisava resistir oito segundos sem cair. O público vibrava; eu não.

Terminada a competição, o locutor exaltou coragem, tradição e a proteção de Nossa Senhora Aparecida. Só então começou o show. O som alto me incomodava. Os cantores rebolavam, as jovens se animavam, o público cantava todas as letras. Eu não conhecia nenhuma.

As pessoas dançavam, bebiam, levantavam os braços em êxtase. Eu torcia para a hora passar. Talvez se tivesse bebido, suportaria melhor o tédio. Mas nem isso me animou.

Espero não voltar tão cedo a um evento assim. Prefiro uma mesa com boa comida, cerveja gelada ou caipirinha, uma boa conversa e, depois, uma cama aconchegante.



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