08/10/2017

Anjos de férias?



Recentemente, conversei com uma pessoa próxima que acredita em anjos. Perguntei por que esses supostos anjos não atuaram na tragédia da creche de Janaúba, quando um funcionário ateou fogo em crianças e em si mesmo, matando oito pequenos, a professora, além dele próprio, e deixando vinte e quatro pessoas internadas.

As respostas, naturalmente, não me convenceram.
Sou uma pessoa cheia de defeitos e limitações, mas certamente arriscaria minha vida para salvar aquelas crianças das chamas. Não suportaria assistir ao sofrimento tendo o poder de evitar e, ainda assim, nada fazer.

Quando um evento termina bem, logo se atribui à ação de forças sobrenaturais, como se tudo estivesse sob “controle”.
Quando termina mal, reina o silêncio, surgem desculpas contraditórias ou a desonestidade intelectual.

Definitivamente, meu cérebro funciona de outra forma.
E confesso: estou com pouca paciência para explicações convenientes.