Depois de algum tempo morando na cidade de Araras, tive a curiosidade de conhecer as várias salas da Biblioteca Municipal Martinico Prado.
O espaço é limpo e bem organizado. Para testar a disponibilidade de livros, perguntei à bibliotecária se havia obras de Nietzsche. Após consultar o sistema, informou que existiam apenas três: uma biografia, Nietzsche para estressados e Quando Nietzsche chorou. Nenhuma obra escrita pelo “filósofo do martelo”. Sem problemas — isso não diminui a importância do local.
Ainda bem que possuo muitos livros em casa, e talvez esse seja um dos motivos de ter demorado tanto para conhecer a biblioteca da cidade. Antes de me despedir, agradeci e perguntei se poderia tirar uma fotografia do ambiente, apenas como lembrança. A resposta foi lacônica: não.
Surpreso, questionei a razão da negativa. Ela explicou que havia muita gente “má intencionada” e, por isso, não era permitido. Argumentei que não via motivo para tal proibição, já que o espaço estava bem apresentado. Se fosse um museu, onde o flash pudesse danificar obras, até entenderia. Mas não era o caso. Reforcei que minha intenção era positiva, mas, firme, ela disse que eu precisaria de autorização especial da prefeitura para registrar imagens daquele ambiente público. É claro que desisti da fotografia.
Fiquei pensando: será que também precisarei de autorização para fotografar o Lago Municipal, o Parque Ecológico ou o caça Mirage em frente ao Ginásio Municipal? Estranho, não?
A história pode ser irrelevante, mas achei importante deixá-la registrada aqui no Blog Banal, como lembrança dos conceitos desta época.
