18/06/2017

Conhecendo a Biblioteca de Araras-SP


Depois de algum tempo morando na cidade de Araras, tive a curiosidade de conhecer as várias salas da Biblioteca Municipal Martinico Prado.

O espaço é limpo e bem organizado. Para testar a disponibilidade de livros, perguntei à bibliotecária se havia obras de Nietzsche. Após consultar o sistema, informou que existiam apenas três: uma biografia, Nietzsche para estressados e Quando Nietzsche chorou. Nenhuma obra escrita pelo “filósofo do martelo”. Sem problemas — isso não diminui a importância do local.

Ainda bem que possuo muitos livros em casa, e talvez esse seja um dos motivos de ter demorado tanto para conhecer a biblioteca da cidade. Antes de me despedir, agradeci e perguntei se poderia tirar uma fotografia do ambiente, apenas como lembrança. A resposta foi lacônica: não.

Surpreso, questionei a razão da negativa. Ela explicou que havia muita gente “má intencionada” e, por isso, não era permitido. Argumentei que não via motivo para tal proibição, já que o espaço estava bem apresentado. Se fosse um museu, onde o flash pudesse danificar obras, até entenderia. Mas não era o caso. Reforcei que minha intenção era positiva, mas, firme, ela disse que eu precisaria de autorização especial da prefeitura para registrar imagens daquele ambiente público. É claro que desisti da fotografia.

Fiquei pensando: será que também precisarei de autorização para fotografar o Lago Municipal, o Parque Ecológico ou o caça Mirage em frente ao Ginásio Municipal? Estranho, não?

A história pode ser irrelevante, mas achei importante deixá-la registrada aqui no Blog Banal, como lembrança dos conceitos desta época.



10/06/2017

Sobre o paraíso

Imagine que você acorda sonolento, abre os olhos e percebe estar em um lugar paradisíaco.

A temperatura é agradável, a visão deslumbrante, e uma sensação de bem-estar nunca antes sentida envolve o corpo.

Ao olhar em volta, nota a presença de outras pessoas, mas nenhum rosto familiar.
Mais adiante, grupos conversam animadamente, transbordando alegria e amizade.

Diante da solidão, você decide caminhar entre os jardins floridos, na esperança de encontrar algum parente ou amigo naquela manhã tão agradável.
Depois de muito procurar, percebe que não há ninguém conhecido naquele cenário deslumbrante.
É como estar em uma festa cercado de estranhos.

Apesar da beleza do lugar, nasce a necessidade de reencontrar aqueles que tornaram sua existência mais suportável, de compartilhar com eles tais sensações.
Mas, enfim, descobre que seus filhos, parentes e amigos não estão ali.
Ao contrário, encontram-se em um espaço terrível, marcado por calor insuportável e dor incessante — todos os dias, para sempre.

Nesse momento, alguém se aproxima para consolar:
— Não se preocupe com os seus. Você salvou a sua vida, e isso é o mais importante.
— Seja feliz eternamente. Seus filhos e amigos tiveram a mesma chance que você. Agora recebem o castigo que merecem. A culpa não é sua. Sorria: você conquistou o maior prêmio, a vida eterna.


03/06/2017

O problema é a vida?


Primeiro, pensei que o problema fosse a segunda-feira.
Depois, desconfiei que fosse o mês de maio.
Hoje percebo: o problema talvez seja a própria vida.