31/12/2016

Que o ano 2017 seja mais leve!



Chegamos ao último dia de 2016 e, mais uma vez, renovamos os desejos para uma nova fase.
Há quem diga que este momento é irrelevante, porque a vida será a mesma na segunda-feira. Talvez. Mas um pouco de esperança nunca fez mal a ninguém — é alimento para a saúde mental.

Li recentemente sobre uma tradição em algumas cidades da Itália: quando os sinos soam à meia-noite, o povo atira pelas janelas panelas velhas e vasos rachados, para simbolicamente se livrar do que não serve mais.
Um contato em Veneza confirmou a história e acrescentou: é preciso cuidado ao andar pelas ruas, porque não jogam apenas panelas e vasos, mas qualquer coisa quebrada e inútil.

Fica aqui a inspiração: não precisamos jogar objetos pela janela, mas podemos nos libertar daquilo que nos aprisiona e torna a vida menos satisfatória. Todos temos nossas panelas velhas e vasos rachados na mente. Este dia pode ser a oportunidade de descartar esse lixo, ou ao menos planejar o descarte.

Para finalizar, adapto uma frase que os romanos inscreviam nos túmulos: Sit tibi terra levis.
Que o ano de 2017 seja mais leve!


19/12/2016

A morte da consciência




Não há razão para acreditar que nossa consciência — alma, espírito, ou qualquer nome que se lhe dê — continue após a morte.
Tudo indica que ela depende do funcionamento do cérebro.
E, quando o cérebro se apaga, a vida mental também se encerra.
Simples assim.

O resto é sonho.
É inconformismo diante da própria extinção.