17/07/2016

Silêncio forçado


É hora de silenciar-se para sobreviver.
Quando a hesitação predomina, oportunistas sentem o cheiro da presa e assumem o controle como raposas sedentas pelo poder.

04/07/2016

Você é justo?



Adoro essa frase atribuída à Sêneca e faço a seguinte pergunta?

Você já julgou alguém sem ouvir os dois lados ou foi julgado sem ser ouvido?

Somos julgados o tempo todo... O chato é quando não temos oportunidade de nos defender e pior ainda é se você está numa situação onde o seu futuro é decidido entre paredes e a sua voz ignorada. Neste caso, fica apenas a versão daquele que possui a possibilidade de falar e julgar!

Este, infelizmente, é um risco que todos correm. Não ter a oportunidade de demonstrar a sua versão é injusto! Espero sempre ter a oportunidade de falar a minha versão.


03/07/2016

A lenda do café


Ano passado, participei da fase final de um projeto de café denominado Kaldi. A história desse nome é bem interessante e por isso, compartilho aqui no Diário Banal.

Não há evidência real sobre a descoberta do café, mas há muitas lendas que relatam sua possível origem.

Uma das mais aceitas e divulgadas é a do pastor Kaldi, que viveu na Absínia, hoje Etiópia, há cerca de mil anos. Ela conta que Kaldi, observando suas cabras, notou que elas ficavam alegres e saltitantes e que esta energia extra se evidenciava sempre que mastigavam os frutos de coloração amarelo-avermelhada dos arbustos existentes em alguns campos de pastoreio.

O pastor notou que as frutas eram fonte de alegria e motivação, e somente com a ajuda delas o rebanho conseguia caminhar por vários quilômetros por subidas infindáveis.

Kaldi comentou sobre o comportamento dos animais a um monge da região, que decidiu experimentar o poder dos frutos. O monge apanhou um pouco das frutas e levou consigo até o monastério. Ele começou a utilizar os frutos na forma de infusão, percebendo que a bebida o ajudava a resistir ao sono enquanto orava ou em suas longas horas de leitura do breviário. Esta descoberta se espalhou rapidamente entre os monastérios, criando uma demanda pela bebida. As evidências mostram que o café foi cultivado pela primeira vez em monastérios islâmicos no Yemen.

A planta de café é originária da Etiópia, centro da África, onde ainda hoje faz parte da vegetação natural. Foi a Arábia a responsável pela propagação da cultura do café. O nome café não é originário da Kaffa, local de origem da planta, e sim da palavra árabe qahwa, que significa vinho. Por esse motivo, o café era conhecido como "vinho da Arábia" quando chegou à Europa no século XIV. 

Os manuscritos mais antigos mencionando a cultura do café datam de 575 no Yêmen, onde, consumido como fruto in natura, passa a ser cultivado. Somente no século XVI, na Pérsia, os primeiros grãos de café foram torrados para se transformar na bebida que hoje conhecemos. 

O café tornou-se de grande importância para os Árabes, que tinham completo controle sobre o cultivo e preparação da bebida. Na época, o café era um produto guardado a sete chaves pelos árabes. Era proibido que estrangeiros se aproximassem das plantações, e os árabes protegiam as mudas com a própria vida. A semente de café fora do pergaminho não brota, portanto, somente nessas condições as sementes podiam deixar o país.

A partir de 1615 o café começou a ser saboreado no Continente Europeu, trazido por viajantes em suas frequentes viagens ao oriente. Até o século XVII, somente os árabes produziam café. Alemães, franceses e italianos procuravam desesperadamente uma maneira de desenvolver o plantio em suas colônias. 

Mas foram os holandeses que conseguiram as primeiras mudas e as cultivaram nas estufas do jardim botânico de Amsterdã, fato que tornou a bebida uma das mais consumidas no velho continente, passando a fazer parte definitiva dos hábitos dos europeus. 

A partir destas plantas, os holandeses iniciaram em 1699, plantios experimentais em Java. Essa experiência de sucesso trouxe lucro, encorajando outros países a tentar o mesmo. A Europa maravilhava-se com o cafeeiro como planta decorativa, enquanto os holandeses ampliavam o cultivo para Sumatra, e os franceses, presenteados com um pé de café pelo burgomestre de Amsterdã, iniciavam testes nas ilhas de Sandwich e Bourbon. 

Com as experiências holandesa e francesa, o cultivo de café foi levado para outras colônias européias. O crescente mercado consumidor europeu propiciou a expansão do plantio de café em países africanos e a sua chegada ao Novo Mundo. Pelas mãos dos colonizadores europeus, o café chegou ao Suriname, São Domingos, Cuba, Porto Rico e Guianas. Foi por meio das Guianas que chegou ao norte do Brasil. Desta maneira, o segredo dos árabes se espalhou por todos os cantos do mundo. 




02/07/2016

O ronco idiota da moto!


Acho que todos temos pequenas implicâncias no dia a dia, e inclusive já confessei algumas aqui no Diário Banal.

A implicância de hoje é com aquele motoqueiro que surge do nada e acelera sua moto possante com exagero e sem necessidade, mesmo em locais de trânsito lento. Não me refiro às aceleradas suaves para manter a moto ligada — até porque veículos com manutenção em dia não precisam disso. São agressões à paz interior e ao ambiente. Já que existe lei para tudo neste país, penso que deveria haver também para esse comportamento.

Eu sempre me assusto com esses roncos deliberados, provocados por pavões do asfalto carentes de atenção e de narcisismo exacerbado.

Já ouvi de um amigo motociclista que o ronco alto do motor dá muito prazer ao seu dono.

Ah, então é isso? Pois que busquem esse prazer na pista, longe das pessoas. Minhas desculpas aos amigos motoqueiros, mas agindo assim parecem idiotas sem educação, que não se importam com os outros e querem chamar atenção a qualquer custo enquanto passam. Esse tipo de gente parece sentir uma necessidade imensa de exibir o seu “rabo de pavão” colorido diante dos demais.